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Dica de livro da semana

Postado há um ano na categoria Eventos

ARMADILHA DO TEMPO - RESENHA

Hoje apresento para vocês o autor Francisco Scattolin. Ele nasceu em Sorocaba, SP, em 1982. É formado em Jornalismo e Administração de Empresas, é editor do blog EmTempo desde 2005 e “De Volta à Cidade do Vampiro” é o seu romance de estreia. Dá um conferes na sinopse do livro e vem comigo.

SINOPSE: Ao mudar-se para a unidade 91 do Cosmopolitan, o protagonista é envolvido em uma fantástica e improvável viagem no tempo: quando sai à rua, ele volta duas décadas no passado. O apartamento, porém, continua no presente, plenamente funcional. O processo parece condenado a repetir-se indefinidamente. O que você faria caso tivesse acesso aos segredos do passado? Se um evento extraordinário lhe concedesse a oportunidade de vivê-lo novamente? Caso fosse obrigado a alternar entre passado e presente? São dessa natureza os questionamentos do protagonista enquanto tenta escapar da armadilha do tempo. Libertar-se irá demandar investigações, trabalho conjunto, sorte e paixão. Nem todos estarão dispostos a ajudá-lo. Há, no passado, alguém à espreita. À espera da sua chegada.

Vou admitir uma dificuldade muito grande que eu tenho com histórias de viagens no tempo. Pode rir, mas é sério, isso me dá um nó. Será que o que aconteceu teria acontecido se eles voltassem no tempo? Mas daí quando eles chegarem no futuro de novo vai acontecer a mesma coisa? Gente, fico maluca, é triste.

 Bom não só eu, o protagonista do livro também. Adorei o tema do livro, achei bem legal a ideia e as soluções encontradas pelo autor durante toda a história. Foi um livro bem gostoso de ler e com alguns mistérios bem interessantes.

 Mas teve um porém, ah, porém, como explicar a minha implicância com o protagonista. Meu senhor, que serumaninho. O livro é narrado em primeira pessoa então ficamos sabendo tudo o que se passa na cabeça do cidadão, às vezes eu preferia não saber. Primeiro, tudo deixou bem claro que o personagem era um daqueles filhinho de papai que se achava superior a todos os outros. Aí já me irritou. E o jeito que ele falava da tal Fernanda, uma moça que ele saía e fazia questão de dizer que não queria nada, mas não largava dela, justamente por não conseguir outra pessoa, o que mostra que ele não era tão interessante assim.

 

Ele faz comentários bem desagradáveis sobre todas as mulheres que aparecem na sua vida, sabe aqueles lugares comuns do tipo: ah porque toda mulher gosta de carrão. Ai amigo, me poupe, se poupe, nos poupe.

Outra coisa que me incomodou foi a demora do cara em se preocupar em sair daquela situação. Ele continuou tentando levar a sua vida normalmente, sendo que nessa situação eu já estava tendo 18 ataques de nervos e o que fez ele correr atrás da solução foram os acontecimentos à sua volta e não a sua própria vontade. Louco, né.

 No fim fiquei bem curiosa e com muitas dúvidas sobre as tais viagens e confesso que preciso que alguém desenhe para mim. Quero saber mais sobre esse lance. Que tal um novo livro sobre a história do apartamento 91? Como opinião final eu digo que curti o livro, a leitura e a linguagem do autor, mas esse personagem, ai meu deus, acho que o lugar dele é em outro tempo mesmo.

Taíla Quadros

Blog Prateleira sem Fim

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